Breve História da Tabela Periódica...Revisitada

Em sciencenotes.org

O Ano de 2019 foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas e pela UNESCO como o Ano Internacional da Tabela Periódica(IYPT2019), celebrando assim os 150 anos desde que foi publicada pelo químico russo Dimitry Mendeleiev, no jornal da Sociedade Russa de Química, com os 63 elementos conhecidos à data. É a oportunidade para revisitar e actualizar o texto que foi publicado neste espaço em 2011 sobre a Breve História da Tabela Periódica, no contexto das comemorações do Ano Internacional da Química ocorridas nesse ano.

Introdução
Apesar dos parcos conhecimentos de Química que cada um possa ter, com certeza que já ouviu falar da Tabela Periódica, uma disposição sistemática de elementos químicos em função das suas propriedades. Como surgiu a Tabela Periódica actual? É a esta pergunta que se procura responder nas linhas seguintes onde se pretende fazer uma Breve História da Tabela Periódica.
Um pré-requisito necessário para construção da Tabela Periódica foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora vários elementos fossem conhecidos desde a antiguidade, nomeadamente o ouro, a prata, o estanho, o ferro e o cobre, a primeira descoberta dita científica de um elemento ocorreu em 1669 quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo. A partir daí, muitos outros elementos foram sendo descobertos e o conhecimento relativo às suas propriedades físicas e químicas foi aumentando. Antes de 1800 eram conhecidos 34% dos elementos actualmente existentes, no século XIX a percentagem aumentou para cerca de 75% e no século XX descobriram-se os seguintes. Através da percepção da existência de algumas regularidades no comportamento dos elementos até então descobertos, os cientistas começaram a procurar modelos para reconhecer as suas propriedades e desenvolver esquemas para a sua classificação e ordenação.

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A Química vista por...Helena Barbosa



Química - Vantagens e Desvantagens

Obviamente a química tem vantagens, e por conseguinte desvantagens.

A química tem sido na maioria das vezes associada a algo nefasto, como por exemplo, alimentos repletos de químicos prejudiciais à saúde, pesticidas que danificam os recursos hídricos superficiais e subterrâneos, às composições que dão origem a determinadas explosões, etc. No entanto, na minha opinião, quem aponta o dedo, esquece-se que é essa química que nos tem dado desde à muitas centenas de anos o que nós temos hoje, sem a química nada tinha evoluído. Obviamente a química tem vantagens, e por conseguinte desvantagens.

A química faz parte da solução e não do problema, e contribuir para aumentar a consciência e literacia do público no que concerne ao papel da química e dos químicos na nossa sociedade no passado, presente e futuro. A distinção entre “natural”, “artificial” e “sintético” é relativamente simples, mas na prática revela-se mais complexa. Coisas que são vistas como “naturais” podem ser “artificiais” e coisas “naturais” podem ser vistas como “artificiais”. De referir que algumas das desvantagens apontadas à química, são derivadas da pouca educação ambiental existente. De facto sem a química não tínhamos praticamente nada do que temos hoje, pelo que a atitude e a opinião sobre a química deve ser racional relativamente à química.
A química é uma ciência fundamental para o desenvolvimento da nossa sociedade e também para atingirmos um caminho cada vez mais sustentável, e por conseguinte para uma melhor qualidade de vida (para os padrões que hoje consideramos), estando presente em tudo aquilo que nos rodeia.
Trata-se da ciência que estuda a estrutura e composição dos diferentes materiais que compõem o Universo, bem como as suas transformações e fenómenos que nelas ocorrem. Permite compreender e explicar as alterações que ocorrem tanto no nosso corpo como à nossa volta. Todos os seres são constituídos por compostos químicos, que permanentemente sofrem alterações químicas.

Relativamente aos fitofármacos ou pesticidas (produto químico utilizado no controlo de pragas ou como regulador do crescimento), estes tem vantagens, pois aumentam a produtividade agrícola e combatem a expansão de certas doenças como a malária e o paludismo. No entanto apresentam desvantagens como, o desenvolvimento de variedades resistentes por um mecanismo de selecção natural dirigida, efeitos noutros organismos, nomeadamente nos predadores naturais das pragas, introduzindo desequilíbrios nos ecossistemas, ameaça à saúde humana de forma direta, por envenenamento e, de forma indireta, ao longo das cadeias alimentares, através da bioacumulação e bioampliação destes.

Dando um outro exemplo, a energia nuclear, esta é uma das alternativas energéticas mais debatidas no mundo: comenta-se, entre outros tópicos, se valerá a pena implementar centrais de produção nuclear ou se devemos apostar noutro tipo de energias que sejam renováveis. Esta energia também apresenta algumas vantagens, como por exemplo, não contribui para o efeito de estufa (principal), não polui o ar com gases de enxofre, azoto, partículas, não utiliza grandes áreas de terreno: a central requer pequenos espaços para sua instalação, pouco ou quase nenhum impacto sobre a biosfera, a quantidade de resíduos radioativos gerados é extremamente pequena e compacta, entre outras. No entanto apresentam também desvantagens, como, a necessidade de armazenar os resíduos nucleares em locais isolados e protegidos, a necessidade de isolar a central após o seu encerramento, as dificuldades no armazenamento dos resíduos, principalmente em questões de localização e segurança, grande risco de acidente na central nuclear.

De salientar uma descoberta muito importante e que pode vir a revolucionar a industria do vinho (método que permite fazer vinho branco sem adição de sulfitos (anidrido sulfuroso), químico que muitas vezes provoca reações alérgicas aos consumidores).Trata-se de um método inovador e único a nível mundial desenvolvido por investigadores da Universidade de Aveiro.

De facto a consulta dos sites e publicações das grandes companhias de base química revela uma preocupação com a sustentabilidade e sociedade muito para além do que seria expectável se o fizessem apenas por razões comerciais ou hipócritas. Estas empresas, perspetivando o futuro, esforçam-se por criar uma cultura de sustentabilidade ambiental e social.
Atualmente um exemplo concreto é o compromisso da indústria química com a diminuição drástica das emissões de gases que contribuem para o aumento do efeito de estufa (CEFIC, 2016). Em todo o mundo, milhares de químicos procuram todos os dias soluções para resolver os problemas ambientais, energéticos e de sustentabilidade. A referência ao glifosato é paradigmática e tem conduzido a vários outros mal-entendidos.
Os preconceitos, mal-entendidos e mitos sobre a química poderão um dia contribuir para que esta espécie de heróis anónimos que trabalha de forma discreta nos laboratórios se extinga, com consequências desastrosas para a sustentabilidade do planeta.
Em Portugal, a situação tem vindo a melhorar, mas continua crítica. A ciência enfrenta também os riscos da irracionalidade. Esperamos que a sociedade actual possa continuar a garantir que a ciência se mantenha ao serviço da liberdade, busca da verdade, sustentabilidade e felicidade coletiva.
Um exemplo mais complexo é da sustentabilidade do planeta com o aumento da população. A química tem actualmente, e terá ainda mais no futuro, um papel importante no que é denominado como Economia Circular, usando métodos de produção sustentáveis e sem desperdícios. Obviamente, tem também um papel importante na Economia Verde (relacionada com a anterior) e na Economia Azul (que envolve o mar).


Helena Barbosa
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora 

A Química vista por...Filipa Leal



Arrisco dizer que a Química não tem desvantagens (talvez tenha alguns inconvenientes).
A Química estuda, descobre, inventa e cria.
A inadequada utilização feita pelo Homem dessas descobertas, invenções e criações, essa sim, tem vindo ao longo dos anos a revelar desvantagens que afectam seres humanos e não humanos e, toda a biosfera. Hoje sabemos e percebemos que água, ar, solo e até os nossos corpos têm, ao longo do último século vindo a ser contaminados. Essencialmente desde a revolução industrial o uso dos recursos naturais e a cadeia de produção-consumo, bem como o n.º de habitantes humanos no planeta explodiram, lado a lado com níveis de poluição industrial incomportáveis. Nessa época não se falava de sustentabilidade como hoje. 
A Química é uma Ciência natural que estuda as matérias, suas transformações e as energias envolvidas nesses processos. É uma Ciência em evolução que actualmente procura novas formas de utilização dos conhecimentos químicos de forma ecológica e sustentável surgindo assim o ramo da Química Verde. Neste ponto paro e penso. Se surge uma Química Verde, de que cor era a Química anteriormente???
Continuo a considerar que a Química em si não apresenta desvantagens mas, o uso dos conhecimentos químicos, principalmente no mundo industrial (e económico) trazem desvantagens de grande porte. Desde os subprodutos nocivos, à energia gasta na transformação das matérias, aos solventes, reagentes e efluentes utilizados e descartados.
A Ciência Química bem como as outras Ciências continuam a ser um território acessível a poucos e, a comunicação da ciência é hoje, muitas vezes ultrapassada pelos meios de comunicação social e pelos variados meios publicitários de grandes grupos empresariais que divulgam informação pouco precisa e até falaciosa.
Ao iniciar este bloco de estudo o livro “História Breve de Quase Tudo” de Bill Bryson (2009) surgiu na minha cabeça. Um livro que no meu entender deveria ser lido por todos os alunos nas nossas Escolas pela forma acessível e entusiasmante que comunica ciência. Logo no início explica de forma divertida que, para estarmos aqui triliões de átomos agitados tiveram de se reunir de forma intrincada e providencial a fim de nos criar.
A «insustentável leveza da química» e até a má reputação da mesma não invalidam a sua presença em Tudo e Todos, nem todas as contribuições para a qualidade de vida, o bem-estar e até a esperança de vida da população humana em geral. O uso incorrecto da palavra «químicos» é uma tendência actual que, a própria Ciência Química e especificamente o ramo da Química Verde poderão desconstruir.
O Ser Humano e todas as suas actividades têm vindo a causar incontáveis e irreversíveis danos na biosfera. Quem, se não a Ciência e a Educação (bem, e a politica) poderão inverter este caminho e, transformar as acções humanas em sustentáveis e compatíveis com a biocapacidade do planeta-casa Terra?
A Química tem aqui um papel fundamental - “A criação, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias tóxicas.” (Tundo et all, 2000) e, a formação de profissionais capacitados para os novos conceitos científicos e tecnológicos responsáveis pela sustentabilidade do planeta deverão ser prioridade, (também) na área da Ciência Química. A regulamentação de leis de âmbito ambiental e o desenvolvimento de processos verdes mais económicos são também factores imprescindíveis para um possível e desejável desenvolvimento sustentável do Planeta Terra.

Filipa Leal
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora 

A Química vista por...Cátia Guerreiro



Atualmente a imagem que parte da população tem da química é limitada e lamentável. Só a sua referência faz as pessoas pensarem em tóxicos, venenos, poluição e armas. Os produtos químicos sintéticos são temidos e é difundida a ideia de que o que é natural é que é bom.
Primeiro, é preciso compreender que toda a matéria é feita de substancias químicas e que estas estão mesmo em todo o lado. Ao olharmos à nossa volta dificilmente encontramos algo que não tenha resultado de processos químicos. Os elementos químicos estão envolvidos em todos os processos vivos. Os produtos que utilizamos contêm químicos. Os grandes avanços na medicina, na indústria alimentar e na tecnologia durante o seculo XX devem-se principalmente à química moderna.
Medicamentos, alimentos, roupa, cosméticos, equipamentos tecnológicos, obtenção e distribuição de energia, transportes…a química está em todo o lado e é fundamental para a sociedade moderna e para o seu desenvolvimento, no entanto continua a ser habitual realçar mais o lado negativo desta ciência e consequentemente a piorar a opinião da sociedade face à química.
É certo que algumas substâncias químicas podem ser perigosas e prejudicar não só a nossa saúde como também o meio ambiente. Mas estes químicos tanto podem ser sintéticos como naturais. Aliás alguns dos químicos mais tóxicos do mundo são naturais e mesmo produtos químicos que nos são benéficos, como a água, podem acabar por ser prejudiciais se formos expostos durante muito tempo ou de forma errada.
Esta má imagem da química advém de ideias preconcebidas e muitas vezes manipuladas por governos e comunicação social, mas principalmente, resulta da má utilização deste conhecimento por exemplo em armas químicas, pesticidas e aditivos alimentares. Alem disso, muitas vezes resíduos químicos são dispersos no ambiente, levando ao aquecimento global, ás mudanças climáticas, ao buraco da camada de ozono e à contaminação das águas e solos.
Numa sociedade em que a maneira como utilizamos alguma coisa determina se é boa ou má, é necessário que daqui em diante o conhecimento químico seja utilizado com responsabilidade. Como refere a UNESCO em Chemistry and Life, cabe a nós fazer bom uso da química, um recurso para o desenvolvimento que sem dúvidas estará vanguarda na luta por um mundo sustentável. Para isso é necessário um novo entendimento e compreensão relativamente á química. É indispensável haver um maior conhecimento químico por parte do público para que se crie interesse por esta ciência e para que as pessoas tenham uma voz ativa sobre determinados assuntos e não sejam manipuladas por visões estereotipadas. 
A química e o mundo que nos rodeia são indissociáveis. Esta ciência é fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta e para o aumento da nossa qualidade de vida. Descobertas nesta área ajudarão a enfrentar os desafios levantados pelas mudanças climáticas globais. Claro, se utilizadas de forma consciente e responsável.

Cátia Guerreiro
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora 



A Química vista por… Pedro Soares



É inquestionável: a existência da Ciência Química é fulcral para a satisfação das necessidades das populações. A sua importância extrema resulta, por uma lado, da função indispensável que exerce na criação de bens (materiais, medicamentos, etc. etc.) e, por outro lado, é derivada da sua presença generalizada na “vida”… porque, na verdade, todos somos química. Ainda assim, apesar do seu papel apreciável (mas encoberto, muito próprio daqueles que trabalham nos bastidores) no desenvolvimento e no bem-estar da população, a Química parece apresentar um descrédito por parte das gentes, em virtude das nefastas desvantagens a ela inerentes (poluições, contaminações, disseminação de substâncias prejudiciais, que não só afectam a saúde humana, como originam desequilíbrios ecológicos, causando danos, por vezes, irreparáveis) e ainda das histórias de trágicos acidentes que marcaram, profundamente, o último século.
Parece-me importante salientar que, se referi “vantagens” da Química, não referi “desvantagens” da mesma, mas sim “desvantagens inerentes à sua ciência”. A linguagem pode parecer demasiado diplomática. A verdade é que, a meu ver, é necessário desmistificar a acção da Química e entender que, por vezes, não falamos de Química, quando parece que o fazemos.
As desvantagens enunciadas são dramáticas, algumas irreparáveis e, sem dúvida, todas lamentáveis. Mas, essas desvantagens não derivam directamente da Química, enquanto ciência que procura alcançar dados e conhecimentos sobre substâncias (que nos compõem e outras), garantindo uma aplicação útil no nosso quotidiano. Essas desvantagens têm um carácter muito mais político, moral e, por vezes, económico (derivado dos interesses daqueles que têm maior poder financeiro) – resultam, sim, portanto, da forma como a Química é aplicada, da má gestão da sua utilização e não da Química propriamente dita, enquanto ciência. Creio que é, acima de tudo, necessário garantir regulamentações e fiscalizações (confiáveis), que impeçam ou tentem impedir ao máximo as desvantagens inerentes à Química, em virtude da sua má utilização (que vai desde o simples agricultor que não respeita a aplicação de produtos fitofarmacêuticos ao mais alto cargo político que poderá defender, erroneamente, a acção de certas indústrias).
Desta forma, tendo em atenção as agudas crises actuais (sociais, ecológicas, económicas, políticas) parece-me de extrema importância, não só valorizar a Química como ciência, mas sim dar valor ao trabalho feito e a fazer, que pode e deve ser utilizado no âmbito da sustentabilidade. É importante ver a Química como um instrumento que contribui para um Mundo mais sustentável e não como um “bicho-de-sete-cabeças” que nos prejudica (porque, na realidade, quem mais nos prejudica somos nós).


Pedro Soares
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora 

A Química vista por...Teresa Loureiro



Tudo é Química!

Tudo o que nos rodeia é constituído por átomos e moléculas. Falar de química é falar das fundações da matéria desde a formação do universo. Do Big-Bang às galáxias, aos sistemas planetários e à atualidade, tudo é química! Dos eletrões aos protões; dos átomos às moléculas; das células aos tecidos; dos órgãos aos sistemas de órgãos; dos organismos à biosfera; à geosfera; à atmosfera e à hidrosfera - a química está em tudo o que existe, constitui os blocos de construção elementares à fundação de tudo o que existe, não só de fundação, mas também de manutenção, uma vez que a química existe numa ciclicidade constante que se renova e se recicla nos ciclos biogeoquímicos, através de processos químicos, onde se incluem os processos metabólicos. Esta ciclicidade constante é observável em todo o universo em contínua transformação.
A imagem da química começa a degenerar-se com os problemas oriundos das atividades industriais do início do século XX. Tornar-se desvantajosa para a ecosfera a partir do momento em que começa a estar em desequilíbrio com os ciclos biogeoquímicos naturais e se torna tóxica. Isto acontece com a sua manipulação e transformação em produtos sintéticos, e com a sua produção excessiva por atividades antrópicas. A química torna-se agressiva para o ambiente quando começa a ter efeitos perversos e imprevisíveis nos processos naturais.
Reconhecer que a química faz parte de tudo, e é a base de existência de tudo o que conhecemos, é fundamental para compreendermos a sua importância e os impactos negativos resultantes da sua má gestão e produção. Quanto melhor compreendermos e conhecermos a química, melhor seremos capazes de compreender tudo o que nos rodeia e mais reduzido será o nosso impacte na ecosfera terrestre. A química verde procura atingir esse objetivo de sustentabilidade, dando a conhecer os ciclos biogeoquímicos e a necessidade de nos integrarmos quimicamente neles, sem poluição e desperdícios, eliminando os processos químicos prejudiciais e substituindo-os por outros menos agressivos, mais sustentáveis, recicláveis e não persistentes.
A compreensão da essência da química permite uma tomada de consciência da interligação holística entre tido o que existe, e poderá conduzir a uma mudança que incida na raiz dos problemas, conduzindo à urgente sustentabilidade. 

"We are all connected; to each other, biologically. To earth, chemically. To the rest of the universe atomically."
Neil deGrasse Tyson


Teresa Loureiro
Licenciada em Ensino da Biologia e Geologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Pós-Graduada em Didática das Ciências pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora 


A Química vista por...Lusibetty Trigueiros


Química - Vantagens e Desvantagens
                 
        Em muitas escolas, vários estudantes ainda não conseguem ver a química fora do contexto cientifico, ou seja, a química é visto como sendo uma ciência que esta associada somente as pesquisas de laboratório e produção industrial. Enquanto a nossa vida depende da química. Sem a química nós não existiríamos. Os nossos movimentos, os mecanismos ocorridos nos alimentos que ingerimos proporcionando a nossa saúde e força, o ar que respiramos, tudo isso depende da química. Por este motivo, a química explica diversos fenômenos que ocorrem na natureza, e o resultado dessas pesquisas são utilizados na maioria das vezes em benefício do ser humano.
Actualmente podemos observar os avanços tecnológicos na nossa sociedade, quer no desenvolvimento na produção de alimentos, os objetos que utilizamos para nos comunicarmos, meios de transporte, fabricação de vários medicamentos que têm ajuda na cura de várias doenças assim como os novos métodos de tratamento, dentre vários outros itens. Além disso, muitos produtos químicos são utilizados para evitar que os alimentos se estraguem por acção de bactérias, fungos, bolores, fermentos e reacções químicas, aumentar o seu valor nutritivo, para preservar as suas propriedades físicas e para os tornar mais atractivos. Só foi possível a humanidade alcançar esse nível de evolução graças às contribuições da química.
Ao mesmo tempo, que se observa todas essas transformações e evoluções na qual podemos considerar como a parte positiva da química, também existe um lado de desvantagens a que chamamos de parte negativa da química. Na verdade essa parte só existe porque nós Humanos tornarmos esse mundo maravilhoso como algo nocivo. De facto esse conhecimento vasto sobre a química enquanto não for bem usado, traz várias consequências prejudiciais para as nossas vidas.
Corrêa (2011) menciona que a má imagem da Química resulta da sua má utilização. Para aumentar a economia e o desenvolvimento de um país, tem sido utilizado uma quantidade maior dessas substâncias químicas para produzir esses artigos sem pensar em uma forma mais correta do seu despejo, acabando por haver à dispersão indevida desses resíduos no ambiente que consequentemente levam ao aquecimento global e mudanças climáticas, ao buraco da camada de ozono e à contaminação das águas e solos
``Os aditivos alimentares e os pesticidas são outra fonte de preocupação da sociedade’’ Corrêa (2011). Embora os aditivos alimentares sejam fabricados com a intensão de aumentar a qualidade, disponibilidade e segurança dos alimentos, a preços acessíveis, os aditivos legalmente fabricados com um uso racional a principio não causaria nenhum problema a nossa saúde, mas o que acontece é que existe uma grande produção dessas substancias ilegalmente, sem sabermos se os produtos químicos utilizados são os recomendados bem como a dose.
Um outro assunto que está relacionado com a química, é o uso da energia nuclear. O uso deste tipo de energia ainda gera muitas controvérsias, devido a sua delicadeza. Existem os que defendem o seu uso, pois ela apresenta algumas vantagens como:
·         O uso dessa energia levaria a diminuição da poluição atmosférica em relação a produção de energia elétrica;
·         A instalação das usinas termonucleares seria uma possível solução para muitos países que não dispõem de recursos hídricos que lhes permitam gerar energia elétrica suficiente para satisfazer as suas necessidades.
Em contrapartida o seu uso também apresenta desvantagens como:
Acidente nuclear ou uma bomba nuclear como muitos chamariam, embora a probabilidade de acontecer é muito pequena, infelizmente tivemos certeza que pode ocorrer. Um acidente nuclear causa a contaminação de grandes regiões, que se tornam inabitáveis; acarretaria a contaminação de rios, lagos, solos e lençóis freáticos e causaria a morte de muitas pessoas, animais, plantas. Além disso, a água utilizada para resfriar o vapor durante o fabrico da energia retorna para a sua fonte natural de abastecimento, como rios, lagos e mar. No entanto, ela volta com uma temperatura mais elevada, o que pode provocar poluição térmica, uma vez que diminui a solubilidade de oxigênio na água, comprometendo a vida daquele ecossistema.
Portanto, o futuro da humanidade depende de como será utilizado o conhecimento químico.

Bibliografia
CORRÊA, C. A Química nas nossas vidas. Ciência Hoje (Jornal da Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo). 23 de Junho de 2011.

Paginas consultadas

Lusibetty Trigueiros
Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora

A Química vista por... Emília Grilo


Química: Vantagens e desvantagens

A bioquímica que há em mim fez-me sorrir quando li os artigos disponibilizados pela nossa cara professora. De facto pensar que este este mundo maravilhoso tem origem em entidades microscópicas que fazem parte de tudo e de todos, inclusive deste pensamento, é algo verdadeiramente fascinante. E não há dúvida que os químicos merecem ser aplaudidos por dedicarem a sua bioquímica à pesquisa da química em benefício de todos!
A química é a ciência da matéria e das suas transformações. Oferece os meios para questionar o passado, explorar o presente e criar pontes e soluções para o futuro. Muito do progresso da nossa sociedade deve-se à química. Um mundo sem química seria um mundo sem materiais sintéticos, e isso significa sem telefones, sem computadores, sem cinema, sem aspirina, sabão, champô ou pasta de dentes. Na área da medicina a sua contribuição é imensa.
No entanto, tem duas faces. A má imagem da química está associada à sua má utilização com todos os problemas ambientais e para a saúde humana daí resultantes. O que é realçado nas notícias é a sua utilização negativa. Afinal parece que o problema não está só no uso indevido da química. Falta informação fidedigna e educação da população em geral.

Em relação ao uso e abuso de pesticidas…
De acordo com Corrêa (2011), “ as maiores causas de cancro são o fumo do tabaco, o excesso de álcool, certas viroses, inflamações crónicas e problemas hormonais. A melhor defesa é uma dieta rica em frutos e vegetais”. Ainda de acordo com o mesmo “os resíduos de pesticidas de síntese nos vegetais são insignificantes (se usados de acordo com as instruções) comparados com os resíduos de pesticidas naturais (e produtos da sua decomposição)”.
Mas como sabemos se as instruções são seguidas? A maior parte dos agricultores não segue à risca estas instruções e há sérias dúvidas de que os intervalos de segurança, desde a aplicação dos produtos até à sua colheita, sejam cumpridos. Qual é a entidade que fiscaliza estes alimentos? A ASAE? Por que razão não existe na sua rotulagem uma alusão a resultados de análises efetuadas para despiste de resíduos de pesticidas?
Como eu, muitas pessoas ignoram se os frutos e vegetais que consomem constituem unicamente uma dieta rica em vitaminas, minerais e fibras ou acrescida de outros produtos prejudiciais. No meio de tanta informação contraditória, já não sabemos em quem acreditar. Deveriam ser os químicos honestos e acreditados (que entidade o pode garantir?) a falar da química nas nossas vidas.
Até lá, mesmo consciente de que pode haver aldrabice, opto por consumir produtos biológicos que poderão ter os tais pesticidas naturais mas que pelo menos só têm esses… Os pesticidas naturais mesmo existindo, não causam a mortalidade de inúmeros seres vivos auxiliares e não alteram o equilíbrio dos ecossistemas.
Todos temos de morrer de alguma coisa mesmo com o avanço espetacular da ciência, incluindo a química. A ignorância (pior ainda a premeditada) limita a capacidade de optar por uma vida com qualidade mesmo quando temos de aceitar aquilo que não podemos mudar.

Referências bibliográficas:
Corrêa, Carlos, 2011. Química nas nossas vidas. Ciência Hoje
Mendes, Paulo. Química entre nós. Escola de Ciências e Tecnologia, Departamento de Química, Universidade de Évora
The Unesco Courier,2011. Chemistry and life.
Spinning food – How food industry front groups and cover communications are shaping the story of food. Disponível em http://stopogm.net/sites/stopogm.net/upload/abc/SpinningFoodFoE.pdf

Emília Grilo
Licenciada em Engenharia Zootécnica  pela Universidade  de Évora; pós-graduação em Comportamento Animal pelo Instituto Português de Psicologia;

Estudante da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora


A Química vista por... César Barros



Química - Vantagens e Desvantagens

A investigação na área da química, para além de desvendar os segredos da matéria, tem vindo a proporcionado resultados de grande interesse para o conforto e a qualidade de vida da humanidade, devido a favorecerem o desenvolvimento da Saúde, da atividade industrial, da Agricultura e do Ambiente, entre outras áreas.
Na Saúde é essencial para o estudo do corpo humano (tecidos, estruturas e líquidos internos), para a produção de medicamentos e de vacinas contra as diversas doenças e para a investigação da cura das doenças incuráveis, no caso da bioquímica.
A Química é importante na produção dos diversos bens e produtos (roupa, matérias-primas, etc.), no fabrico de combustíveis e nas áreas alimentar e de produção de produtos químicos, em geral. Os corantes, no fabrico de roupa, os solventes químicos na produção de metais e os aditivos químicos na produção de combustíveis são elementos indispensáveis. Do mesmo modo, na indústria alimentar são essenciais os conservantes, corantes e outros aditivos alimentares, designadamente para aumentarem a duração e o sabor dos alimentos.
Na agricultura e no ambiente a Química desempenha funções de grande importância na alimentação e na sobrevivência das populações. Enquanto na agricultura é essencial para a elevação da produtividade dos solos através da produção de fertilizantes e de pesticidas, no Ambiente a Química permite a reciclagem dos materiais e está a contribuir para a reversão dos danos ambientais causados pelo desenvolvimento industrial e pelo crescimento económico.
Entretanto, a par dos benefícios referidos, a má utilização da Química, o deficiente manuseamento dos produtos químicos e o desrespeito pelos procedimentos de segurança ambiental (ou a sua ausência) na aplicação dos produtos químicos e o despejo de resíduos químicos tóxicos na atmosfera e nos solos, rios e oceanos, estão na origem de gravíssimos problemas de contaminação ambiental.
Para além das principais fontes de contaminação atmosférica serem de origem química os “perigos da Química” mais graves estão relacionados com a elevada poluição das reservas de água doce disponíveis, e dos oceanos, devido ao despejo descontrolado de substâncias e de produtos químicos com origem nos fertilizantes agrícolas, esgoto doméstico e industrial, compostos orgânicos sintéticos, plásticos, petróleo e metais pesados, cuja presença na água não é fácil de determinar e cujos efeitos nocivos, ao longo do tempo, são desconhecidos. Acresce que só existem dados ecotoxicológicos para uma reduzida percentagem do grande número de novos produtos químicos que são descobertos/comercializados todos os anos pela indústria química.
Entretanto, as desvantagens referidas não deverão ser atribuídas à Química mas antes às entidades que desrespeitam as normas e regras de segurança associadas à utilização e à recolha e ao tratamento dos produtos químicos. Por outro lado, existem muitas situações em que são aplicados produtos químicos sem se estudarem as suas características tóxicas, competindo nestes casos, às autoridades ambientais a publicação de legislação e a tomada de medidas impeditivas da comercialização e da utilização desses produtos.
Finalmente, devido à necessidade crescente de alimentos e de medicamentos para assegurar a saúde e a alimentação da população mundial os aspetos importantes da segurança associados à manipulação dos produtos químicos (e à recolha, tratamento, etc.), não devem fazer esquecer que sem os progressos (atuais e futuros) da química não seria (não será) possível assegurar alimentação suficiente para toda a população do planeta.

Queiroz, B. (2011). Desenvolvimento de uma unnidade laboratorial para quantificação de BTX como poluentes atmosféricos, usando microextração em fase sólida. Dissertação de Mestrado em Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Zucco, C. (2011). Química para um mundo melhor. Química Nova, 34, nº 5, p. 733.

César Barros

Mestre em Engenharia e Gestão Industrial pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e Estudante da Pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação | e-learning | Universidade de Évora


A Química vista por... Rubina Gouveia*



A Química é a ciência que estuda a matéria e as suas transformações; o modo como a encaramos, controlamos e gerimos. A Química está presente no nosso quotidiano e à medida que a tecnologia evolui, surge também a necessidade de pedir emprestado à Química os seus conhecimentos, levando ela própria a superar-se. Seja na área alimentar, médico-farmacológica, tecnológica ou ambiental, é inegável que a Química foi tornando a vida mais facilitada, prazerosa e cómoda. São as interacções químicas que provocam o surgimento de materiais novos; é o estudo da bioquímica que proporciona um melhor conhecimento do corpo humano.
É preciso desmistificar a ideia de que apenas tudo o que é natural é bom: o que sucede é que muitas vezes a utilização dada à Química e a falta de boas práticas compromete a sua vertente positiva. É notória a ignorância cultural que rodeia a Química, o que contribui para a sua imagem negativa, recorrentemente associada com aquilo que é nefasto, tóxico e prejudicial.
Mais: muitas vezes são os próprios estudos químicos que permitem detectar o quão nocivo certas substâncias são, muitas delas até mesmo naturais.

A Química vista por... David Nunes*


Entende-se por Química a ciência que estuda a composição, estrutura, propriedades da matéria, as mudanças sofridas por ela durante reações químicas e a sua relação com a energia. A química pode ser então agrupada como base em cinco vertentes da seguinte forma: a Química Inorgânica (que estuda a matéria inorgânica), a Química Orgânica (que estuda os compostos de carbono), a Bioquímica (que estuda a composição e reações químicas de substâncias presentes em organismos biológicos), a Físico-Química (que compreende os aspetos energéticos dos sistemas químicos em escalas macroscópicas, molecular e atômica) e a Química Analítica (que analisa materiais e ajuda a compreender a sua composição, estrutura e quantidade).
Neste sentido, esta é uma ciência fundamental para o desenvolvimento da nossa sociedade e também para atingirmos um caminho cada vez mais sustentável, e por seu turno para uma melhor qualidade de vida, estando intimamente presente em tudo o que está em nosso redor. Assim, permite perceber e explicar as transformações e interrogações que ocorrem tanto no nosso corpo como à nossa volta, já que todos os seres são constituídos por compostos químicos, que continuamente estão sujeitos a alterações químicas. É, então, a Química que nos proporcionam um conhecimento inigualável para satisfazer as necessidades nomeadamente na saúde, ambiente, agricultura, alimentação, novos materiais, entre outras.


A Química vista por... Ana Brito*

http://www.quimica.com.br/pquimica/farmacia-e-biotecnologia/cphi-south-america-2011-participacao-asiatica-domina-a-exposicao/

Assistimos a um crescente aumento do interesse pela preservação do meio ambiente e preocupamo-nos com a escolha de comportamentos adequados. Sabemos que não é possível continuar a retirar da natureza, e a agredi-la simultaneamente.
A Química tem sido entendida como mais uma fonte de poluição ambiental. Mas na verdade a Química é uma presença constante nas nossas vidas, e para além de ser o “remédio” para inúmeras questões de saúde e a solução para muitos problemas - sem ela não existiria vida.
A maioria das pessoas associa a refinação do petróleo e a química pesada de produção de polímeros, tintas, resinas, fertilizantes e outros com um forte impacto ambiental, gerador de quantidades enormes de resíduos, muitos deles tóxicos. Mas importa salientar que na indústria farmacêutica por cada quilo de produto farmacêutico, são produzidas 25 a 100 kg (ou mais) de resíduos. Na indústria química pesada, a geração de resíduos é consideravelmente menor: um a cinco quilos de resíduos por quilo de composto produzido. Verifica-se então um elevado impacto ambiental.

A química vista por... Inês Rodrigues*



http://www.leme.pt/biografias/pasteur/
Os primeiros anos de estudo de um curso de Biologia são compostos pelas ciências elementares à vida, entre as quais se encontra a Química, e dentro desta a Química Orgânica, Inorgânica e a Bioquímica. Por isto, todos os biólogos sabem que sem Química não existe vida. É nas reacções que ocorrem entre as espécies químicas que se encontra a chave do funcionamento do mundo como o conhecemos.
Mas a Química tem uma particularidade fundamental: pode ser repetida pelos seres humanos, e amplamente manipulada para criar novas substâncias, que naturalmente nunca chegariam a existir.
Esta característica permite um desenvolvimento sem limites, aparte dos ditados pela ética.
Digamos que, sem a Química a população humana não teria chegado às proporções actuais - ela acompanha e responde eficazmente ao aumento do ritmo do crescimento populacional: cria antibióticos e vacinas para aumentar a esperança média de vida e diminuir a mortalidade; desenvolve fertilizantes e adubos para aumentar o alimento disponível; descobre pesticidas, herbicidas e fungicidas para combater as pragas que se tentam alimentar desta produção destinada aos humanos; melhora as condições de higiene pela criação de detergentes; cria aditivos alimentares para prolongar, modificar ou melhorar o sabor dos alimentos que ingerimos; torna possível o aparecimento de veículos motorizados, telemóveis, televisões LCD, etc. Não podemos negar as vantagens que traz, em termos de sobrevivência e nível da qualidade de vida, mas quando analisamos o mundo como está hoje, pergunto-me se sabemos discernir o limite entre desenvolvimento sustentável e não sustentável. Nesta perspectiva, a aposta da Química deveria estar mais centrada em criar soluções mais ecológicas e principalmente eficazes na redução do impacto ambiental criado pelo ser humano e pelas suas actividades.

A Química vista por... Ephanie Sacramento*



Berenice Abbott- Light through Prism, Cambridge, Massachusetts, 1958-61


A Arte como veículo para entender a química e reconhecer todas as suas vantagens


De forma a não cometer o erro de criar juízos de valores que possam originar susceptibilidades acerca das vantagens e desvantagens da química, optarei por dar uma leitura bastante singular sobre essa disciplina sem fazer uso de vocabulários específicos, voluntariamente.
É vasta a óptica com que pode ser aplicada, vista e apreciada, mas uma coisa é certa, a química é Tudo. Tanto seja num nível de entendimento profissional ou céptico, é uma ciência exacta, não porque nunca erra mas porque expõe a realidade tal como é, e é desse método de observação do que nos rodeia que devemos acreditar e investir.  Mais que uma ciência, a química é uma forma de entender das a qualquer reacção que aconteça, metendo “Luz” ao incógnito, permitindo também, reconhecer o que é falso de autêntico.
A arte é vista como “uma ponte entre Culturas” (1), isso porque a arte tem a propriedade característica de anunciar o que de mais sensível e silencioso está a acontecer ou por acontecer, funcionando literalmente como avantgarde, e portanto protege acompanhando as comunidades. Quem mais consome “arte” mas informado estará! Mas a arte em si, sem Ciência e sobretudo sem Química nunca poderá fazer sentido, e provavelmente nem existir. Artistas, fazem uso da química porque operam e só esse operar implica um substrato, e.g, os pigmentos, dominar o comportamento dos materiais, e gostaria de dar uma atenção especial aos Minimalistas que quando não excessivamente conceptuais, dedicam a sua pesquisa recorrentemente à Matéria. Ajudam-nos a olhar para os componentes da nossa quotidianidade com discernimento e atenção. Pois além de operarem com a química por excelência, é muito frequente que as instalações sejam compostas por elementos que nos levem directamente ao efeito da “Química” uso comum de feixes de luzes como os Néons, aplicações várias da bioquímica, até mesmo efeitos de combustão ao vivo etc.


A Química vista por... Carina Morgado Ramos*

http://www.qsustentavel.com/2012/08/quimica-verde-desenvolvimento-de.html


Química e a Sustentabilidade


A química está geralmente plasmada nos problemas oriundos das actividades industriais, bem como, associada a compostos sintéticos nefastos para a saúde humana. Para tal reputação contribuíram, ao longo da história, episódios como a destruição atómica em Hiroshima e Nagasaki, a tragédia nuclear da explosão de um reactor na central de Chernobyl (1986) ou o Acidente de Bhopal (1984), Índia, em que ocorreu a libertação de gases tóxicos para atmosfera na fábrica Union Carbide, considerado o pior acidente químico da história. O próprio uso de termos que têm associados uma grande carga negativa, como por exemplo "quimioterapia", contribuiu para a "conotação negativa da química". No entanto, importa ter presente que a química faz parte de nós, está em todo o lado e vai para além desta visão reducionista "que tudo o que é químico é mau".
Recuando no tempo, olhando para a demografia, rapidamente constatamos que antes da Revolução Industrial (meados do século XVIII), a população crescia exponencialmente, mas a taxa era baixa e irregular, que se caracterizada por taxas elevadas de natalidade e mortalidade; mas a partir de meados do século XVIII, verificou-se o crescimento da população de forma acelerada, chegando à marca dos 7 biliões em 2011. Pode afirmar-se que a química contribuiu grandemente para este crescimento populacional, pela introdução de "inovações" que diminuíram a taxa de mortalidade e elevaram a esperança de vida.

A Química vista por... Perpétua Pereira*


http://pt.dreamstime.com


Despertar para a Química


A Química é uma “arte” da ciência, estuda as substâncias, as suas propriedades, a sua composição e ainda as suas transformações.
O seu campo de interesse é muito amplo, envolve quase todas as ciências pois muitas disciplinas estão interligadas à Química.
É uma das ciências fundamentais nos dias de hoje, ao proporcionar um conhecimento indispensável para satisfazer as necessidades por exemplo na saúde, no ambiente, na agricultura, na alimentação, nos novos materiais etc.. é uma forma de dar resposta a muitas das interrogações que nos surgem no dia-a-dia.
Mas, as palavras “química” e “químicos” são entendidas pela grande maioria das pessoas, como sinónimo de tóxico, poluente, insalubre. Tudo à nossa volta, na natureza e fora dela é constituído por “químicos” e dificilmente encontramos algo que não tenha resultado desses processos químicos. Embora muito do progresso da sociedade se deva à química, é habitual realçar mais a parte negativa que resulta duma má utilização da química, difundindo-se a ideia de que é natural é bom e o que é sintético (os químicos) é mau. Está na base da vida e faz parte integrante da sociedade moderna por vezes de forma surpreendente.
A importância que a ciência tem na sociedade é reiteradamente referida por alguns investigadores, através de afirmações que têm subjacente a ideia de que a ciência e a tecnologia têm um papel insubstituível na construção da sociedade do conhecimento.


Uma Química entre Nós




"Uma Química entre Nós" é um projeto integrado no Programa Escoher Ciência: da Escola à Universidade (Ciência Viva) que visa promover a aproximação entre os ensinos secundário e superior, numa perspectiva de partilha de recursos e de estímulo ao prosseguimento de estudos em áreas científicas e tecnológicas.


Este projeto tem como grande objetivo desencadear a motivação dos alunos, proporcionando-lhes simultaneamente aprendizagens que vão ao encontro dos conteúdos abordados nas disciplinas que contêm uma componente de Química.
Desenvolve-se em três vertentes fundamentais:
 
• A realização de atividades experimentais e palestras que se enquadram em áreas temáticas diversas;

• A dinamização do blogue “Química para Todos” onde serão publicados textos e trabalhos realizados pelos alunos com a supervisão científica dos elementos da equipa;

• A promoção de um concurso denominado “Uma Química entre nós”, em que os alunos participantes deverão elaborar um trabalho cujo tema central seja a Química e a sua importância na vida quotidiana.


Este projeto promovido pelo Centro de Química e Departamento de Química da Universidade de Évora, a decorrer até julho de 2014, conta com a parceria de várias Escolas Secundárias da região do Alentejo, nomeadamente, Agrupamento de Escolas Públia Hortênsia de Castro (Vila Viçosa), Escola EB 2,3/S de Cunha Rivara (Arraiolos), Escola Secundária André de Gouveia (Évora), Escola Secundária Conde de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz), Escola Secundária de Montemor-o-Novo (Montemor-o-Novo), Escola Secundária Gabriel Pereira (Évora) e Escola Secundária Severim de Faria (Évora).

Os alunos do ensino secundário (10°, 11° e 12° Ano) das escolas parceiras do projeto têm a possibilidade de realizar um conjunto diverso de atividades experimentais, nos laboratórios do DQUI da Universidade de Évora, que lhe permitem, por um lado, um contacto real com o mundo universitário e, por outro, a possibilidade de utilizar técnicas e métodos, não disponíveis nas Escolas Secundárias, aumentando o seu nível de conhecimentos e o seu gosto pelas ciências experimentais, mais concretamente, pela Química.



Atividades Experimentais
Docentes Responsáveis
Obtenção do princípio ativo de um medicamento: Aspirina® no laboratório
Cristina Galacho, Paulo Mendes, António Teixeira
Doseamento do teor de açúcares em bebidas comerciais
Cristina Galacho
Extração da cafeína
Margarida Figueiredo, Paulo Mendes
Síntese de aromas de frutos
Margarida Figueiredo, Paulo Mendes
CSI por um dia, à descoberta do crime
João Nabais
Polímeros – Cristalinos, Amorfos ou Semi…?
Paulo Mourão
Compósito Magnético com aplicação ambiental
Paulo Mourão
Produção e Aplicação de um Isolante Térmico
Paulo Mourão

Estes alunos têm ainda a possibilidade de assistir a palestras sobre temáticas atuais da Química, proferidas por Docentes da Universidade de Évora nas Escolas Secundárias que frequentam, promovendo-se desta forma a interação entre as Escolas e a Universidade.


Palestra
Docente Responsável
Química e a Vida
António Teixeira
Química Verde
Cristina Galacho
Segurança em Laboratórios Químicos: Novos Pictogramas de Perigo
Cristina Galacho
Cortiça, um novo material?
Paulo Mourão
Polímeros, passado, presente e futuro
Paulo Mourão
Crime na sala de Aula
João Nabais
A Eletroquímica é… Surpreendente
Jorge Teixeira
Corrosão Metálica: Um Fenómeno Sério e Perigoso
Jorge Teixeira

Neste projeto está ainda prevista a realização de um concurso intitulado “Uma Química entre Nós” cujo período de candidaturas decorre até 15 de Maio. Os participantes podem concorrer com trabalhos de natureza diversa nomeadamente, monografias, apresentações multimédia (documentários em vídeo, áudio, etc.), ferramentas web (sites, blogues, etc.), conceção, realização e descrição de experiências ou apontamentos performativos (dramatização, coreografias, etc.) em que o tema central é a Química e a sua importância no dia-a-dia.

Mais informações sobre o projeto estão disponíveis em:


Por
Cristina Galacho e Margarida Figueiredo*
* Profs. Dep. Química da ECTUE e Centro de Química de Évora (CQE)
 
Publicado no Jornal "Registo", Ed. 251 de 30/04/2014