Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Galacho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Galacho. Mostrar todas as mensagens

Chimica: a arte de transformar a matéria




Em finais do século XIX foi implementado um laboratório químico no Liceu de Évora, sito no Colégio do Espírito Santo, numa altura em que se começava a preconizar um lugar maior à "experiência e à indução" no ensino das ciências. O espólio do laboratório, actualmente propriedade da Escola Secundária André de Gouveia, é o testemunho vivo da presença da Química em épocas passadas nesta cidade. São alguns destes objectos que podem ser apreciados na exposição “Chimica: a arte de transformar a matéria”, patente no Museu de Évora no período de 29 de Janeiro a 30 de Março de 2013. Fazer desses objectos peças museológicas, olhá-los com uma vida para além da mera reacção química ou da medição de um fenómeno, resgatá-los para o contexto público, são os desafios desta exposição. Instrumentos de medida, utensílios vários usados na manipulação e transformação da matéria e manuais escolares juntam-se numa coerência narrativa. Cada um destes objectos desempenhou o papel único que lhe coube em sorte no palco desse laboratório e viveu ao compasso da incessante curiosidade do químico que o manuseou…. Não fosse a Chimica: a arte de transformar a matéria!

Mais cafeína

http://www.anxiolytiques.net/pt/generale/bienfaits-et-dangerosite-de-la-cafeine/
 
Continuação da dose da mensagem anterior


Metabolismo, Benefícios e Malefícios
A cafeína atinge a corrente sanguínea passados 30 a 45 minutos do seu consumo. De seguida, distribui-se pelos líquidos corporais, para depois ser metabolizada e expulsa pela urina. O tempo médio de semi-vida da cafeína no organismo, período requerido para que a sua concentração decresça para metade do valor inicial, é de aproximadamente 4 horas. No entanto, este valor é significativamente influenciado por diversos fatores, tais como, idade, toma de medicamentos de uso corrente, gravidez, tabagismo, entre outros. Por exemplo, em adultos saudáveis varia entre 4 e 9 horas, em mulheres sob administração de anticoncetivos orais está compreendido entre as 5 e as 10 horas enquanto que em mulheres grávidas aumenta para valores situados entre 9 e 11 horas. Em bebés e crianças este valor é mais elevado podendo, nos recém-nascidos, atingir as 30 horas.

A Cafeína (I)

 
O que têm em comum o café, o cacau e a “coca-cola”?
Respondendo de forma imediata poderíamos dizer que, em sentido lato, são alimentos, ou se atendêssemos à grafia afirmaríamos que todas as palavras começam pela letra c, mas se fosse a cor a despertar a nossa atenção certificaríamos que o que os une é a tonalidade castanha. É verdade! Mas há qualquer coisa mais em comum… até podemos afirmar que há uma certa Química entre eles. Ah, pois há!
É a cafeína….
Certamente que já ouviu fala da cafeína, mas sabe o que é?

Designações, fórmulas e principais caraterísticas físico-químicas
A cafeína é um composto natural classificado como alcalóide do grupo das metilxantinas. Já agora fica também a saber que segundo a União Internacional de Química Pura e Aplicada, IUPAC (do inglês International Union of Pure and Applied Chemistry), o nome sistemático da cafeína é 3,7-Dihidro-1,3,7-trimetil-1H-purina-2,6 diona e que habitualmente se designa por 1,3,7-trimetilxantina. Continuemos a chamar-lhe cafeína que é bem mais simples…
A fórmula molecular da cafeína é C8H10N4O2 e a sua massa molar é 198,19 g/mol. As diferentes proporções dos seus constituintes são de 49,48% de Carbono (C), 5,19% de Hidrogénio (H), 28,85% de azoto (N) e 16,48% de Oxigénio (O). À pressão atmosférica normal apresenta uma temperatura de fusão de 238ºC. É solúvel em água, aumentando a sua solubilidade com o incremento da temperatura, por exemplo, a 25ºC é possível dissolver 2,17g de cafeína em 100 mL de água enquanto que a 100ºC já é possível solubilizar, em igual volume de água, 67,0g do referido composto.

Concurso CSI - Compreender, Saber, Investigar a Química

No âmbito das actividades comemorativas do Ano Internacional da Química 2011, o Centro de Química de Évora e o Departamento de Química da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora promoveram o “Concurso CSI - Compreender, Saber, Investigar a Química”.
Esta iniciativa teve como objectivos principais fomentar o interesse pela Química, estimular o espírito de iniciativa, criatividade e literacia científica dos alunos, bem como, demonstrar a importância da Química na satisfação das necessidades da Sociedade Moderna e no bem-estar da Humanidade.
O CSI contou com a participação de uma centena de alunos provenientes de 16 escolas secundárias pertencentes aos distritos de Bragança, Aveiro, Porto, Lisboa, Castelo Branco, Lisboa, Santarém e Évora.

Química e Alimentos

http://bondingwithfood.wordpress.com

“O universo nada é sem vida e tudo o que vive se alimenta”
Savarin em 1825

Os átomos são as unidades básicas da matéria e da vida. Apresentam características diferentes e podem ser ligados por forças, designadas por ligações químicas, originando moléculas.
As moléculas orgânicas são a base da vida formando as proteínas, os hidratos de carbono, os lípidos ou gorduras, as vitaminas, enquanto as moléculas inorgânicas são, por sua vez, a base dos minerais. Este conjunto designa-se por nutrientes.
A função destes nutrientes é diversa. As proteínas (carne, peixe e ovos) e alguns minerais (vegetais, fruta, peixe, lacticínios) têm, sobretudo, uma função plástica ou estrutural pois o organismo utiliza-os, essencialmente, para fabricar e regenerar os seus tecidos. Os hidratos de carbono (arroz, massa, pão, batatas, grãos) e os lípidos (óleos, frutos secos, manteiga) têm uma função energética uma vez que são utilizados para obter a energia necessária para o metabolismo, ou seja, para as múltiplas reacções químicas que sustentam a vida, para manter o calor corporal, para os movimentos dos músculos nas actividades quotidianas... Os minerais e as vitaminas (fruta e vegetais) têm uma função reguladora pois modulam as ditas reacções químicas e a actividade dos diferentes tecidos orgânicos. A água também é considerada um nutriente porque faz parte de todos os tecidos e constitui o meio através do qual são efectuados todos os processos metabólicos.

Água oxigenada: Mais um exemplo de uma solução química

A água oxigenada, produto de uso corrente no nosso dia-a-dia e de fácil acesso dado que é de venda livre em farmácias, supermercados, etc., não é mais do que uma solução aquosa diluída de peróxido de hidrogénio. Outra vez a Química. Então vamos lá…
A molécula de peróxido de hidrogénio, H2O2, é constituída por dois átomos de oxigénio (O) e dois átomos de hidrogénio (H) conforme se ilustra na figura 1.

Fig.1 Molécula de peróxido de hidrogénio
À temperatura ambiente, quando puro, o peróxido de hidrogénio é um líquido viscoso quase incolor (possui uma leve coloração azul) e apresenta um característico sabor amargo. O peróxido de hidrogénio decompõe-se facilmente produzindo água (no estado líquido) e oxigénio (no estado gasoso), libertando calor, de acordo com a seguinte equação química: H2O2 (aq) = H2O (l) + 1/2 O2 (g). A velocidade de decomposição depende da temperatura, da concentração do peróxido, da presença da luz, do valor de pH e da presença de impurezas e/ou estabilizantes. Geralmente o processo é lento, na ordem dos 0,05% por ano. No entanto, se tiver a água oxigenada há muito tempo em casa, não se admire que a mesma não esteja activa e não possua as propriedades desejadas. Provavelmente já ocorreu a decomposição do peróxido de hidrogénio e o que está dentro do frasco é predominantemente… água!

Soro Fisiológico: Um exemplo de uma solução química

Em http://www.promodental.com.br/

O Soro Fisiológico, produto de uso corrente no nosso dia a dia e de fácil acesso dado que é de venda livre em farmácias, supermercados, etc., não é mais do que uma solução aquosa de cloreto de sódio.
Já sei o que está a pensar, lá vem a Química. Então vamos lá…
Uma solução é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias. Numa solução designa-se por soluto a substância dissolvida e por solvente a substância na qual está dissolvido o soluto. O termo aquoso refere-se à utilização da água destilada como solvente. Assim o soro fisiológico é uma solução na qual o soluto é o cloreto de sódio, cuja fórmula química é NaCl e que não é mais do que o sal de uso alimentar, e o solvente é a água destilada.

As “Temíveis” Calorias

Em http://www.hellodaly.com/

A palavra paira no ar …. Especialmente quando nos apetece uma deliciosa fatia de bolo chocolate, um refrescante gelado, uma taça de morangos com chantilly ou…
Pensava que escapava por não ser guloso? Então desengane-se… muita atenção aquela cerveja bem fresquinha ou a um fumegante chouriço assado…
É melhor ficar por aqui porque senão ninguém vai conseguir ler o texto até ao fim…
Mas afinal o que é a caloria?
A caloria (cal) é uma unidade de energia que não pertence ao sistema internacional (SI) e cuja relação com a unidade do SI, o joule (J), é 1cal = 4,184 J. No contexto da nutrição fala-se normalmente em “grandes calorias” que são, de facto, quilocalorias, isto é,
1Cal (1kcal) = 1000 cal = 4,184 kJ.

A Química "doce" do vinho


A definição enológica e legal designa o vinho como um produto natural obtido exclusivamente pela fermentação alcoólica, total ou parcial, de uvas frescas ou do mosto de uvas frescas.
O vinho é, desde tempos longínquos, um elemento fundamental da cultura gastronómica. Era já um hábito alimentar entre os sicilianos, no ano 2000 a.C., assim como dos Egípcios. Na Ilíada e na Odisseia, Homero cita sempre o vinho nos banquetes dos seus heróis. Os Romanos iriam transportar consigo a técnica da cultura da vinha durante a expansão do seu império. No século III d.C. as zonas vinícolas da Europa (Vitis Vinífera) eram sensivelmente as mesmas de hoje.
O vinho existe, portanto, há muito mais tempo do que a Química considerada como ciência moderna.
A Química do vinho é extremamente complexa e ainda hoje não é totalmente conhecida. Os avanços tecnológicos desta ciência permitiram progressos gigantescos na compreensão dos processos naturais que se produzem no interior do vinho.
No início do século XX apenas eram conhecidos pouco mais de meia dúzia de compostos químicos constituintes do vinho, nos anos 40 cerca de 50 e, actualmente, já foram identificados mais de 600. A presença de tão grande quantidade de compostos químicos no vinho aliada à sua grande diversidade ilustra, sem margem para dúvidas, o seu elevado grau de complexidade.