Química e Alimentos

http://bondingwithfood.wordpress.com

“O universo nada é sem vida e tudo o que vive se alimenta”
Savarin em 1825

Os átomos são as unidades básicas da matéria e da vida. Apresentam características diferentes e podem ser ligados por forças, designadas por ligações químicas, originando moléculas.
As moléculas orgânicas são a base da vida formando as proteínas, os hidratos de carbono, os lípidos ou gorduras, as vitaminas, enquanto as moléculas inorgânicas são, por sua vez, a base dos minerais. Este conjunto designa-se por nutrientes.
A função destes nutrientes é diversa. As proteínas (carne, peixe e ovos) e alguns minerais (vegetais, fruta, peixe, lacticínios) têm, sobretudo, uma função plástica ou estrutural pois o organismo utiliza-os, essencialmente, para fabricar e regenerar os seus tecidos. Os hidratos de carbono (arroz, massa, pão, batatas, grãos) e os lípidos (óleos, frutos secos, manteiga) têm uma função energética uma vez que são utilizados para obter a energia necessária para o metabolismo, ou seja, para as múltiplas reacções químicas que sustentam a vida, para manter o calor corporal, para os movimentos dos músculos nas actividades quotidianas... Os minerais e as vitaminas (fruta e vegetais) têm uma função reguladora pois modulam as ditas reacções químicas e a actividade dos diferentes tecidos orgânicos. A água também é considerada um nutriente porque faz parte de todos os tecidos e constitui o meio através do qual são efectuados todos os processos metabólicos.

A Química e a Vida

Em http://osomdosilncio.blogspot.com
Quando acordamos
Com a luz do sol, pela janela a espreitar
Nem nós imaginamos
Que ela existe graças a uma reacção nuclear.

Protões, neutrões e electrões
Compõem as unidades do nosso planeta,
O que faz bater os nossos corações
O que dá vida a uma reacção numa proveta.

No carro que nos faz mover,
Ou no lume a arder,
Sentimos o ar a aquecer,
Sabemos que algo está a desaparecer.

A química não é só no laboratório
Ou numa farmácia qualquer,
Não precisam só dela no consultório
Precisamos todos dela, para o que der e vier.

Água oxigenada: Mais um exemplo de uma solução química

A água oxigenada, produto de uso corrente no nosso dia-a-dia e de fácil acesso dado que é de venda livre em farmácias, supermercados, etc., não é mais do que uma solução aquosa diluída de peróxido de hidrogénio. Outra vez a Química. Então vamos lá…
A molécula de peróxido de hidrogénio, H2O2, é constituída por dois átomos de oxigénio (O) e dois átomos de hidrogénio (H) conforme se ilustra na figura 1.

Fig.1 Molécula de peróxido de hidrogénio
À temperatura ambiente, quando puro, o peróxido de hidrogénio é um líquido viscoso quase incolor (possui uma leve coloração azul) e apresenta um característico sabor amargo. O peróxido de hidrogénio decompõe-se facilmente produzindo água (no estado líquido) e oxigénio (no estado gasoso), libertando calor, de acordo com a seguinte equação química: H2O2 (aq) = H2O (l) + 1/2 O2 (g). A velocidade de decomposição depende da temperatura, da concentração do peróxido, da presença da luz, do valor de pH e da presença de impurezas e/ou estabilizantes. Geralmente o processo é lento, na ordem dos 0,05% por ano. No entanto, se tiver a água oxigenada há muito tempo em casa, não se admire que a mesma não esteja activa e não possua as propriedades desejadas. Provavelmente já ocorreu a decomposição do peróxido de hidrogénio e o que está dentro do frasco é predominantemente… água!

Breve História da Tabela Periódica

Apesar dos parcos conhecimentos de Química que cada um possa ter, com certeza que já ouviu falar da Tabela Periódica, uma disposição sistemática de elementos químicos em função das suas propriedades. Como surgiu a Tabela Periódica actual? É a esta pergunta que se procura responder nas linhas seguintes onde se pretende fazer uma Breve História da Tabela Periódica.
Um pré-requisito necessário para construção da Tabela Periódica foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora vários elementos fossem conhecidos desde a antiguidade, nomeadamente o ouro, a prata, o estanho, o ferro e o cobre, a primeira descoberta dita científica de um elemento ocorreu em 1669 quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo. A partir daí, muitos outros elementos foram sendo descobertos e o conhecimento relativo às suas propriedades físicas e químicas foi aumentando. Antes de 1800 eram conhecidos 34% dos elementos actualmente existentes, no século XIX a percentagem aumentou para cerca de 75% e no século XX descobriram-se os seguintes. Através da percepção da existência de algumas regularidades no comportamento dos elementos até então descobertos, os cientistas começaram a procurar modelos para reconhecer as suas propriedades e desenvolver esquemas para a sua classificação e ordenação.