Água

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Todos a conhecemos, faz parte de nós, existe à nossa volta e é tão comum nas nossas vidas que até nos esquecemos da sua importância: a ÁGUA.
A molécula de água (H2O) é simples e pequena, constituída apenas por dois átomos de hidrogénio (H) e um de oxigénio (O). E apesar desta simplicidade, as diferentes características dos átomos de hidrogénio e oxigénio conferem-lhe uma estrutura e propriedades essenciais à Vida (tal como a conhecemos), sendo o principal constituinte das células.
Devido ao número de electrões que cada átomo isolado de hidrogénio e oxigénio têm, as ligações entre o átomo de oxigénio, central, e os átomos de hidrogénio, nas extremidades, apresentam uma estrutura angular (ângulo de 104,5o) (Figura 1). As ligações oxigénio-hidrogénio estão polarizadas, criando uma diferença de cargas na molécula: uma zona com carga negativa (zona superior na Figura 1) e outra com carga positiva (zona inferior na Figura 1), dando origem a um dipolo. Esta polarização, a maior densidade de electrões no átomo de oxigénio e a estrutura angular, tornam a molécula de água uma molécula polar.
Figura 1. Molécula de água

Química entre Nós


Can Etik (13 Anos), Turquia. “Chemistry is Everywhere” em
Chemistry International (IUPAC) Vol. 25 Nov-Dez 2003
A Química é uma Ciência fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta e para o aumento da nossa qualidade de vida, sendo omnipresente em tudo o que nos rodeia.
Desde a origem do Universo foram acontecendo transformações até se chegar ao mundo material de que hoje fazemos parte, constituído basicamente por átomos dispostos e interactuando entre si formando aquilo a que chamamos matéria. Neste minúsculo ponto do Universo a que chamamos “Terra” tudo o que vemos é constituído por átomos. E se vemos é porque existimos e se existimos é porque num tempo longínquo aconteceram reacções químicas fundamentais que promoveram a origem da Vida no nosso planeta.
Nós existimos e vivemos porque as nossas células são autênticas fábricas de transformações químicas que garantem a realização dos inúmeros processos metabólicos necessários à nossa sobrevivência. Para vivermos com a melhor qualidade de vida possível, a Química desempenhou e continua a desempenhar um papel fundamental. Se hoje temos medicamentos que nos curam de enfermidades, melhoram a nossa saúde e nos prolonga a vida, em grande parte o devemos aos Químicos que souberam fazer com que os átomos se juntassem de forma a obter substâncias como os antibióticos, os analgésicos, anti-inflamatórios, anti-depressivos, anti-neoplásicos, além dos anestésicos que permitem intervenções cirúrgicas sem dor, entre outras. Quem não conhece o ácido acetilsalicílico… Não conhece? Está bem, lá estão os químicos a usar palavrões impronunciáveis… E Aspirina ®, diz-lhe alguma coisa? Creio que sim… É apenas o medicamento mais conhecido e consumido em tudo o mundo, com uma produção anual estimada de 50.000 toneladas. Como curiosidade, em 1999 sopraram-se cem velas da sua existência.

Utilização de Produtos Naturais para a Produção de Carvões Activados

Partícula de carvão activado
Como a maior parte dos leitores saberá a actividade agrícola produz um conjunto variado de sub-produtos e resíduos, por exemplo resultantes da poda e da extracção dos produtos principais. Para além disso, existem também um conjunto de actividades industriais que usam produtos naturais no seu processo, resultando daí alguns resíduos industriais, tal como por exemplo na torrefação do café.
Está em curso na Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, mais concretamente no Grupo de Química de Superfícies do Centro de Química de Évora, um projecto que visa estudar a reutilização destes resíduos industriais e a utilização de alguns produtos e sub-produtos agrícolas para a produção de carvões activados, criando assim mais-valias económicas para estes produtos.
Este projecto intitulado: “Estudo da Influência da Composição dos Precursores Lenhocelulosicos nas Características dos Carvões Activados Produzidos” é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (projecto PTDC/CTM/66552/2006) e está a estudar a utilização de colza, girassol, esparto, videira, casca de amêndoa e também endocarpo de café (resíduo da NovaDelta) e lamas do tratamento primários da Portucel (Setúbal) para a produção de carvões activados por processos de activação com dióxido de carbono e vapor de água. Durante o processo de produção as matérias-primas sofrem uma queima controlada num forno horizontal, a temperaturas entre 500 e 900ºC de forma a produzir um material cheio de buracos, os poros, utilizados para adsorver, ou aprisionar, os compostos e substâncias que queremos remover das soluções.
Mas, o que é um carvão activado?

Porque é que se deve tratar a água das piscinas?

A utilização de piscinas tem sofrido nos últimos anos um crescimento notável devido a uma maior consciencialização da importância social e dos benefícios físicos e psicológicos que esta actividade proporciona. Este incremento na utilização de piscinas deve-se ainda a factores como o nível de poluição das águas fluviais e costeiras e a crescente dificuldade no acesso às praias por sobrelotação. Ao interesse por esta actividade lúdica tem correspondido um investimento (público e privado) na construção de novas e cada vez mais sofisticadas instalações desportivas destinadas não só à prática da natação, mas também à fruição de espaços públicos requalificados. Estes investimentos vieram contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias (equipamento e produtos) que minimizam os eventuais efeitos negativos para a saúde pública associados à qualidade da água das piscinas.
Para além de um tratamento físico (completa o ciclo de limpeza, pela filtragem da piscina, aspiração da sujidade depositada no fundo) é imprescindível assegurar à água de uma piscina um tratamento químico correcto e regular de modo a que ela esteja sempre em perfeitas condições de utilização. Sem este tratamento a piscina poderá representar um risco para a saúde e segurança dos seus utilizadores. Para que isso não aconteça existe uma variada gama de produtos químicos que vão desde os correctores de pH e de equilíbrio da água, aos clarificantes, desinfectantes e algicidas, para a realização de um tratamento químico eficaz, de acordo com as seguintes funções: