O valor do pH


Falamos de quê, quando nos referimos ao pH?
Assim mesmo, com p minúsculo e H maiúsculo, pH designa um dos conceitos químicos mais interessantes pela importância das suas inúmeras aplicações no dia-a-dia, sempre que é fundamental ter em conta o carácter ácido (acidez) ou alcalino (alcalinidade) de um produto numa dada situação.
É no controlo de qualidade da água e das suas soluções que o conceito de pH tem uma das suas mais relevantes aplicações, em virtude da importância da água na alimentação e na saúde dos humanos e animais, no ambiente, em diversas indústrias químicas, biotecnológicas e farmacêuticas, na agricultura, piscicultura e indústrias relacionadas, pois, em todos, a água é essencial para os processos químicos ou biológicos que neles têm lugar.
Antes de respondermos à questão levantada, vejamos alguns dos conceitos fundamentais que melhor nos ajudam a entender o conceito de pH.

C(omo) S(aber) I(nvestigar): Química e Crime – O Caso das Impressões Digitais

CSI (Crime Scene Investigation ou em Português Crime Sob Investigação) é uma das séries com maior sucesso em todo o mundo. Mas atenção: Qualquer semelhança entre a série e o que acontece na realidade é pura coincidência, mesmo nos Estados Unidos da América. Só a título de curiosidade deixo alguns exemplos de cenas que todos vemos nas várias séries CSI (Miami, NY, Las Vegas) e que nunca aconteceriam na realidade:

  • A forma bonita, limpa e maquilhada como se realizam as autópsias,
  • O investigador de cena de crime que faz tudo, desde perseguir suspeitos até estar no laboratório a realizar múltiplas tarefas,
  • A inexistência de casos sem resolução,
  • O laboratório tem tudo (e mais alguma coisa….).
E não se pense que a nossa Polícia Judiciária, designadamente o Laboratório de Polícia Científica, isto é, os nossos CSI, é pior do que as polícias de outros países, antes pelo contrário temos uma alta reputação. Mas claro, não há polícias nem técnicas de análise infalíveis…

Soro Fisiológico: Um exemplo de uma solução química

Em http://www.promodental.com.br/

O Soro Fisiológico, produto de uso corrente no nosso dia a dia e de fácil acesso dado que é de venda livre em farmácias, supermercados, etc., não é mais do que uma solução aquosa de cloreto de sódio.
Já sei o que está a pensar, lá vem a Química. Então vamos lá…
Uma solução é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias. Numa solução designa-se por soluto a substância dissolvida e por solvente a substância na qual está dissolvido o soluto. O termo aquoso refere-se à utilização da água destilada como solvente. Assim o soro fisiológico é uma solução na qual o soluto é o cloreto de sódio, cuja fórmula química é NaCl e que não é mais do que o sal de uso alimentar, e o solvente é a água destilada.

Química, cebolas e lágrimas


A cebola é um alimento bem enraizado na cultura gastronómica portuguesa. É pouco calórica, possui proteínas, vitaminas e outros nutrientes benéficos para o nosso organismo. São conhecidas várias propriedades benéficas para a saúde, nomeadamente o seu poder anti-inflamatório, analgésico (diminui a dor), estimulante da circulação sanguínea, anti-alérgico, anti-cancerígeno, entre outras. Tem é um pequeno problema. A não ser que nunca tenha posto os pés numa cozinha para cozinhar e nunca tenha cortado uma cebola é que nunca lhe aconteceu. Quem já o fez conhece as consequências. Cortar cebolas e não chorar é quase como alguém sair de casa a chover e não se molhar. Por que choramos ao cortar uma cebola? Por que sentimos aquela sensação desagradável dos olhos a picar antes de irmos às lágrimas? Estes fenómenos têm razão de ser, como tudo na vida. A explicação? Está na Química, claro! Mais uma vez a Química desempenha um papel fundamental na explicação daquilo que já foi considerado em tempos um dos grandes enigmas da cozinha (ou do cozinheiro…). Então, comecemos a explicação pelo princípio…